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Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. CRM-SP 121547 · RQE 37181

CRM-SP 121547 · RQE 37181

Vulto ou área acinzentada no centro da visão que não passa

Pode ser coriorretinopatia serosa central, uma doença que acumula líquido embaixo da retina e costuma aparecer em adultos entre 30 e 50 anos. O Prof. Dr. Murilo Wendeborn Rodrigues Jr. é médico oftalmologista com atuação em retina em São José do Rio Preto. A coriorretinopatia serosa central está entre as doenças que ele mais atende na rotina e foi o tema do pós-doutorado dele. O agendamento começa por mensagem de texto no WhatsApp, sem precisar ligar.

O WhatsApp da central do HIMO recebe apenas mensagens de texto.

O que é a coriorretinopatia serosa central?

É o acúmulo de líquido embaixo da retina, na região central. Esse líquido levanta a mácula e distorce a imagem. A pessoa costuma descrever um vulto acinzentado no meio da visão, letras tortas, objetos menores do que são e cores mais apagadas em um dos olhos.

Quem costuma ter essa doença?

Aparece com mais frequência em adultos entre 30 e 50 anos e é mais comum em homens. Uso de corticoide, em qualquer forma, inclusive pomadas e sprays nasais, e períodos de estresse intenso são associados à doença. É a doença de retina com o público mais jovem deste consultório.

Estresse e trabalho causam coriorretinopatia serosa central?

Estresse intenso é um fator associado à coriorretinopatia serosa central, e não uma causa comprovada. A doença aparece com mais frequência em períodos de pressão no trabalho e de sono ruim, e também em quem usa corticoide. Isso não significa que a pessoa provocou a doença, e não existe um nível de estresse que a previna.

Vale contar na consulta o que mudou na rotina nos últimos meses, e vale listar tudo o que você usa de corticoide, inclusive pomada de pele, spray nasal e bombinha. Muita gente não considera esses usos como remédio e não os menciona.

Também há fatores do organismo associados à doença, que devem ser orientados e tratados junto: úlcera no estômago com a bactéria H. pylori, apneia do sono e pressão alta. O uso de testosterona deve ser evitado: um estudo grande encontrou chance cerca de 8 vezes maior de ter coriorretinopatia serosa central em quem a usa. Alguns remédios para queda de cabelo, como o minoxidil, também podem estar associados a um risco maior.

Ela pode voltar depois de melhorar?

Pode. A coriorretinopatia serosa central tem forma aguda, que costuma melhorar sozinha em alguns meses, e forma persistente ou recorrente, que volta depois de períodos bons. Voltar não significa que o tratamento anterior falhou: significa que a doença tem esse comportamento. O que muda a conduta é o acompanhamento com exame.

Como o diagnóstico é confirmado?

Com a OCT, que mostra o líquido embaixo da retina e mede a sua altura, e com a angiofluoresceinografia, que localiza por onde o líquido está vazando. Esses dois exames também mostram se o quadro é recente ou antigo, o que muda diretamente a decisão de tratar ou acompanhar.

Entender cada exame de retina

Preciso esperar meses para tratar?

Nem sempre. Na forma aguda, a conduta tradicional é esperar de três a quatro meses para ver se o líquido é reabsorvido sozinho. Na avaliação do Dr. Murilo, o paciente não precisa obrigatoriamente esperar esse prazo. No estudo do pós-doutorado dele, na USP de Ribeirão Preto, os olhos tratados com laser logo no diagnóstico secaram o líquido e recuperaram a visão mais cedo do que os que esperaram.

A espera também tem custo. Quanto mais tempo o líquido fica embaixo da mácula, maior o risco de dano às células que captam a luz, e são meses com a visão central alterada, em uma fase da vida em que a pessoa precisa dela para trabalhar. Para quem está ansioso com a visão, talvez não valha a pena esperar para fazer o laser. A decisão é tomada na consulta, com os exames. Retirar os fatores associados, como o corticoide, continua fazendo parte do cuidado.

Como é o laser usado na coriorretinopatia serosa central?

O Dr. Murilo realiza o laser refinado de retina, que associa duas modalidades de laser no mesmo tratamento, sem queimar a retina. Primeiro, disparos curtos e focais, guiados pela angiografia, vão direto no ponto de vazamento. Depois, uma grade de laser sublimiar, invisível, cobre a região e estimula a camada de células sob a retina a bombear e reabsorver o líquido restante.

É a mesma linha de trabalho do pós-doutorado dele e do artigo de 2023 sobre a maculopatia dome-shaped. O laser é feito no consultório, não usa medicamento na veia e pode ser repetido se o líquido voltar. A terapia fotodinâmica é outra opção de tratamento, que ele não realiza: quando ela é a indicação do caso, ele encaminha para um serviço que a faça.

Ver como é o laser de retina

O que o estudo do pós-doutorado encontrou?

O estudo comparou 79 olhos com coriorretinopatia serosa central aguda, acompanhados por 12 meses na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Em 55 olhos, o laser combinado foi feito logo no diagnóstico. Nos outros 24, o tratamento começou com remédio oral, e o laser só foi feito depois de três meses sem melhora. O grupo tratado cedo secou o líquido antes e precisou de menos tratamento extra.

Estudo retrospectivo, 79 olhos, 12 meses de acompanhamento
Resultado Laser logo no diagnóstico 55 olhos Remédio oral, laser após 3 meses 24 olhos
Líquido totalmente reabsorvido no 1º mês 34,5% 8,3%
Líquido totalmente reabsorvido aos 3 meses 64,7% 33,3%
Precisaram de tratamento extra aos 3 meses 15,7% 50%
Melhora da visão nos primeiros 3 meses Mais rápida Mais lenta

Em 12 meses, nenhum olho teve queimadura de laser, atrofia da camada de células sob a retina, vasos anormais ou mancha nova na visão causada pelo tratamento.

O estudo é retrospectivo e está em fase de publicação. Os números podem ter ajustes na versão final do artigo.

Rodrigues MW, Braga JP, Cardillo JA, Jorge R. Pascal short-pulse duration plus subthreshold endpoint management laser techniques for central serous chorioretinopathy: a retrospective study. FMRP-USP.

O pós-doutorado foi concluído em fevereiro de 2026 e tratou justamente dessa terapia combinada de laser no descolamento agudo da retina na coriorretinopatia serosa central. É a mesma técnica que o Dr. Murilo usa no consultório.

PÓS-DOUTORADO

Pós-doutorado concluído na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, de agosto de 2022 a fevereiro de 2026, sobre terapia combinada de laser na coriorretinopatia serosa central.

Por que isso importa aqui: é a doença desta página, e foi o tema de mais de três anos de pesquisa dele, com a mesma técnica de laser que ele usa aqui.

Atestado da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da USP, 08/07/2026 · código de controle S4BK-S2V7-M27E-54AD

Verificar na fonte ↗

Posso trabalhar e usar telas com o olho assim?

Usar os olhos não piora a coriorretinopatia serosa central, e não existe orientação de ficar no escuro ou parar de ler. O que costuma atrapalhar é funcional: com o líquido embaixo da mácula, ler na tela cansa mais e a leitura fica distorcida em um olho. Dirigir e tarefas de precisão merecem atenção enquanto o quadro está ativo.

Quando procurar avaliação?

Se um vulto, uma área acinzentada ou uma distorção no centro da visão durar mais de alguns dias, ou se você já teve esse quadro e ele voltou, marque avaliação. O exame define se é o caso de acompanhar ou de tratar, e essa decisão depende de há quanto tempo o líquido está ali.

Onde e como marcar?

No HIMO, em São José do Rio Preto. O agendamento é pelo WhatsApp da central ou pelo telefone (17) 3214-4455.

O WhatsApp da central do HIMO recebe apenas mensagens de texto.